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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Realizar ou “Politicar”?



Primeiramente, desculpem a longa ausência.

No vai e vem de projetos e diferentes clientes, algumas experiências interessantes nos enriquece intelectual, mental, profissional e pessoalmente.

Isto por que estamos nos relacionando com pessoas a todo o momento e buscamos ser aceitos (mesmo que subconscientemente) e ansiamos aprovar as pessoas da mesma maneira, seja, na sua postura profissional, no café de corredor ou até no happy hour e com isto, procurar tirar o máximo de benefício em diversos aspectos, o chamado “Networking”.

Contudo, o nosso foco muitas vezes está na direção certa e optamos por caminhos que fazem parte do nosso perfil escolher, mas do outro lado está nosso interlocutor que pensa, decide e age de forma diferente, muitas vezes menos objetiva, mas que tem como pano de fundo uma postura mais política e acadêmica, principalmente para aqueles com alta formação e que estão em posições de liderança dentro das organizações.

Onde quero chegar? Para quem está numa posição de Realizar, ou seja, executar muito bem o planejado, se doando ao projeto, acompanhando de perto a equipe e entregando no prazo e no custo, tem em alguns casos muita dificuldade em se relacionar e fazer seu trabalho ser observado por pessoas de posições hierárquicas superiores ou até mesmo o cliente. Refiro-me àquele diretor que está preocupado com apenas com a visão macro da empresa e vê você como mais uma abelhinha operária da colméia.

Há situações em que para dialogar com estes profissionais precisamos mudar nossa postura verbal, tentar elevar o nível do diálogo para o que fique mais aderente ao entendimento deles e freqüentemente precisamos “Politicar” a relação. Umas das definições de Política é a ciência que busca estabelecer mecanismos que permitam a construção coletiva do bem comum.

Nem todos concordam comigo, mas acredito que seja um dos caminhos para uma melhor comunicação e levar o outro a refletir um pouco mais sobre algo que falamos ou fizemos.

Hoje eu já progredi bastante neste sentido, mas ainda tenho dificuldades em certas situações. Mas o importante é buscar a melhora contínua.

Certa vez, um grande amigo me disse que TI é como saneamento básico. Fica de baixo da terra e ninguém vê ou se atenta para a importância, mas basta estourar um cano na avenida ou faltar água que todos caem de pau na prefeitura reclamando. Este amigo me ensinou que precisamos aprender rápido a mostrar, O QUE e COMO está sendo feito alinhando as expectativas.

Para isso, saber lidar com o diretor de alta formação acadêmica, de discurso polido e metafórico é muito importante para ao mostrar O QUE e COMO está sendo feito sejamos compreendidos.

Eu vou dançar conforme a música. REALIZAR e POLITICAR

Comentários são muito bem vindos!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Como escolher um ERP – Parte I


Algumas experiências que temos na carreira são extremamente positivas que queremos compartilhar e quem sabe proporcionar a nossos pares situação semelhante.
Felizmente amigos, até fui convidado para dar palestra sobre o assunto. Vejam só!!

Como principal objetivo deste excelente canal de comunicação, venho compartilhar minha experiência de sucesso em um processo de seleção de ERP, que convenhamos, é um tremendo desafio. Entretanto as informações aqui compartilhadas servem para qualquer sistema, não somente os ERP´s da vida.

Vale ressaltar, que atualmente existem diversas soluções muito boas disponíveis no mercado.

Por onde começar? O que perguntar? O que avaliar? O que medir? Preço é importante? Estas são algumas das perguntas mais comuns.

O tamanho de sua empresa e principalmente os processos de negócios, irão determinar o nível de detalhamento da seleção.

O que vou propor aqui não são verdades absolutas (mas funcionou pra mim!) e é apenas uma síntese do caminho a percorrer.

Irei dividir este tema em 3 posts para um melhor entendimento e reflexão posterior. Ao longo da semana postarei os demais.

Parte I – Introdução
Parte 2 – Organização do Projeto
Parte 3 – Implementação.


INTRODUÇÃO

Resumidamente, o sucesso da implementação de um pacote de software depende da identificação dos requisitos da empresa, das expectativas dos usuários e do custo/benefício da solução selecionada.


Relação Custo X Benefício

O ERP custa pouco ou muito?
Na maioria das vezes esta é a primeira pergunta feita pelos executivos das empresas sem considerar os benefícios que o software poderá gerar. O ERP seguramente será a principal ferramenta de gestão da empresa, e sua implementação deve ser considerada um investimento e não um custo.


Cuidado!!

Mais que uma mudança de tecnologia, a adoção de um sistema de gestão empresarial implica em um processo de transformação organizacional que merece muita atenção e cuidados.

A escolha deve estar alinhada com a direção que a organização quer seguir nos próximos anos (Planejamento Estratégico).


O sucesso da implementação de um ERP precisa de:

1. Alinhamento entre o sistema, a cultura e os objetivos de negócios da empresa;

2. Articulação dos objetivos do projeto com as expectativas de mudança da organização;

3. Um projeto bem gerenciado, com esquema "azeitado" de comunicação;

4. Comprometimento da alta administração e dos proprietários dos processos envolvidos;

5. Compreensão dos usuários quanto às necessidades de mudanças e suas razões.


Comentários serão muito bem vindos para a troca de experiências.

Nos próximos dias postarei a parte 2.

Grande abraço!!

Ricardo Pernambuco