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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Com canudo ou sem?



Você analisa vagas para a área de TI e encontra diversas oportunidades interessantes. Com a economia favorável o mercado está aquecido e percebe-se uma ligeira alta nos salários oferecidos aos profissionais.

Nas vagas analisadas você percebe que se encaixa no perfil na maioria das competências, entretanto em uma delas, você está fora e é importante critério de escolha nas empresas de tecnologia: formação superior. Você desanima e percebe que poderia contribuir muito com a empresa pois suas competências técnicas são elevadas e direcionada para a necessidade da empresa.

É bonito não é, ter no currículo que tem formação superior? Também acho! Passa credibilidade e mostra que você tem preocupação com sua formação e carreira no longo prazo.

Mas calma! Não corte os pulsos, isto está mudando. Muitas empresas estão atentas a esta realidade e estão mudando suas políticas de RH para não perder profissionais competentes que se especializaram em tecnologias recentes, investiram em certificações e treinamentos.

Esta nova realidade tem um motivo: A desatualização dos cursos superiores de tecnologia, pois não conseguem acompanhar as constantes mudanças do mercado e estão muito distantes das empresas que demandam o pessoal que sai da universidade no sentido de entender as reais necessidades destas empresas na contratação de um recém-formado. Resumindo, segundo as empresas, na universidade o aluno aprende muita teoria e métodos, mas falta prática e atualização em tecnologias recentes como mencionei. Para elas a formação superior ainda é muito importante para cargos de gerentes, arquiteto de soluções e especialistas em sistemas.

Muitas empresas possuem programas de treinamento internos para qualificar os formandos em algumas carências como gestão de projetos, negociação e falta de domínio do idioma inglês.

Obviamente que a formação superior é importantíssima e lhe abre a visão para todo o ecossitema de TI mas não lhe prepara para a especialização que o mercado procura, neste aspecto aí que entra a pós-graduação, MBA ou dependendo do cargo, as certificações e treinamentos técnicos.

O que as empresas tem valorizado bastante é o CONHECIMENTO independente de como você o adquiriu. Se seu conhecimento está dentro da área de atuação, ou seja, do core business, que traz dinheiro pra organização eles te contratam. Parabéns para estas empresas!! Enxergaram que o conhecimento direcionado para os seus objetivos vale mais que um diploma de universidade.

Tenho formação superior em TI, mas sempre me atualizei e investi em treinamentos e certificações ao longo da carreira que me permitiram aproveitar oportunidades importantes. No meu ponto de vista vale até aquele cursinho pela web gratuito que fiz algumas vezes, como disse o que vale é o conhecimento e as empresas têem valorizado isto.

Mas cuidado!! Não basta falar que conhece, tem que comprovar e para isso as empresas tem os seus métodos para descobrir.

Tenho um caso muito diferente e até engraçado para exemplificar esta nova realidade.

Atualmente eu trabalho com consultoria e tenho um colega que também é consultor. Por incrível que pareça antes de atuar como consultor ele era açougueiro, tinha um pequeno açougue (pode rir!! eu também ri quando ele falou!!). Ele resolveu mudar de profissão, viu as necessidades do mercado, estudou, se preparou, teve paciência pra esperar sua hora e hoje atua como consultor (muito bom por sinal). Claro que isto não é muito comum e ele contou com uma boa dose de sorte, mas o que quero mostrar é que ele foi em direção a necessidade do mercado e a empresa teve a visão de dar a oportunidade para quem tinha o conhecimento específico que ela precisava. Ele tinha todo o conhecimento? Não, mas a empresa também investiu em treinamento interno para capacitá-lo ainda mais.

Segue matéria interessante da INFO Exame sobre este importante tema que me incentivou a escrever este post:


Para encerrar, ânimo para os que buscam melhores posições na carreira mas que não veem na formação superior a única porta de entrada ou permanência no mercado.

Busquem avidamente por CONHECIMENTO!!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Como escolher um ERP – Parte I


Algumas experiências que temos na carreira são extremamente positivas que queremos compartilhar e quem sabe proporcionar a nossos pares situação semelhante.
Felizmente amigos, até fui convidado para dar palestra sobre o assunto. Vejam só!!

Como principal objetivo deste excelente canal de comunicação, venho compartilhar minha experiência de sucesso em um processo de seleção de ERP, que convenhamos, é um tremendo desafio. Entretanto as informações aqui compartilhadas servem para qualquer sistema, não somente os ERP´s da vida.

Vale ressaltar, que atualmente existem diversas soluções muito boas disponíveis no mercado.

Por onde começar? O que perguntar? O que avaliar? O que medir? Preço é importante? Estas são algumas das perguntas mais comuns.

O tamanho de sua empresa e principalmente os processos de negócios, irão determinar o nível de detalhamento da seleção.

O que vou propor aqui não são verdades absolutas (mas funcionou pra mim!) e é apenas uma síntese do caminho a percorrer.

Irei dividir este tema em 3 posts para um melhor entendimento e reflexão posterior. Ao longo da semana postarei os demais.

Parte I – Introdução
Parte 2 – Organização do Projeto
Parte 3 – Implementação.


INTRODUÇÃO

Resumidamente, o sucesso da implementação de um pacote de software depende da identificação dos requisitos da empresa, das expectativas dos usuários e do custo/benefício da solução selecionada.


Relação Custo X Benefício

O ERP custa pouco ou muito?
Na maioria das vezes esta é a primeira pergunta feita pelos executivos das empresas sem considerar os benefícios que o software poderá gerar. O ERP seguramente será a principal ferramenta de gestão da empresa, e sua implementação deve ser considerada um investimento e não um custo.


Cuidado!!

Mais que uma mudança de tecnologia, a adoção de um sistema de gestão empresarial implica em um processo de transformação organizacional que merece muita atenção e cuidados.

A escolha deve estar alinhada com a direção que a organização quer seguir nos próximos anos (Planejamento Estratégico).


O sucesso da implementação de um ERP precisa de:

1. Alinhamento entre o sistema, a cultura e os objetivos de negócios da empresa;

2. Articulação dos objetivos do projeto com as expectativas de mudança da organização;

3. Um projeto bem gerenciado, com esquema "azeitado" de comunicação;

4. Comprometimento da alta administração e dos proprietários dos processos envolvidos;

5. Compreensão dos usuários quanto às necessidades de mudanças e suas razões.


Comentários serão muito bem vindos para a troca de experiências.

Nos próximos dias postarei a parte 2.

Grande abraço!!

Ricardo Pernambuco

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O que é ser Consultor? Será que sabemos?


Vemos nos dias de hoje com muita frequência a figura do consultor, atuando em diversos seguimentos do mercado.

O meu objetivo neste post é olhar este importante profissional por uma ótica mais prática e objetiva, abrindo mão de discussões onde relatam que o consultor é o cara que está desempregado ou sem passado corporativo e se lança no mercado com esta nova roupagem.

Para o Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização, o trabalho de consultoria pode ser definido como "o processo interativo entre um agente de mudanças (externo e/ou interno) e seu cliente, que assume a responsabilidade de auxiliar os executivos e colaboradores do respectivo cliente nas tomadas de decisão, não tendo, entretanto, o controle direto da situação que deseja ser mudada pelo mesmo". Ou seja, a consultoria existe para encontrar soluções para os problemas que o cliente não consegue resolver sozinho.

No meu segmento de mercado, tecnologia, muito além da capacidade técnica de qualquer ferramenta, vejo o consultor da seguinte maneira:

Uma pessoa com a habilidade para identificar o problema do negócio e assim ajudar a descobrir uma solução. A habilidade para estruturar um problema já é 70% do esforço para encontrar uma solução. Nem sempre você é bom nos cliques do mouse, mas ao sentar com o cliente, sabe direcionar os seus esforços para o que você tem de melhor, ou seja, tem foco.

Já vi casos, e também aconteceu comigo, de tentarmos resolver os problemas errados, o que foi decorrente de uma má definição do problema, o que nos deixa em torno de detalhes muitas vezes irrelevantes, e então se propõe uma solução que não era o centro da questão. Este equívoco custa dinheiro para o cliente e de nada adiantou você ser “o cara” em implantação e configuração de sistemas por exemplo.

Recentemente participei de um treinamento para consultores (de qualquer área) com o Consultor Empresarial José Roberto Bortolini, onde foram abordados temas simples, porém que derrapamos aqui ou ali. Vou reproduzir parte do material a seguir e pode parecer “chover no molhado”, mas para muitos de nossos pares será muito relevante para o seu desenvolvimento profissional.


QUALIFICAÇÕES DE UM CONSULTOR


MANTENHA A APARÊNCIA PROFISSIONAL

- Evitar usar perfumes ou colônias de aroma muito fortes.
- Se fumar, o faça fora do ambiente de trabalho.
- Para mulheres – discrição ao se vestir e se maquiar
- Para homens – vestes alinhadas, cabelos e barba cortados


FAÇA SUA ABORDAGEM DE FORMA PRÁTICA

- Evitar usar termos e argumentos estranhos ao tema
- Utilizar meios claros e transparentes de exposição
- Ter certeza de que foi compreendido/a.
- Ter certeza que compreendeu seu superior ou seu cliente.


ENFOQUE SEUS TEMAS DE FORMA COMPLETA, AMPLA.

- Mostre segurança; mostre que sabe o que está abordando.
- Use meios e exemplos para comprovar o que diz.
- Explique como faz e por que faz.
- Mostre os resultados que pode trazer, ou ainda que tem trazido melhora ao projeto.


SEJA PONTUAL, COM HORÁRIOS E PRAZOS DE TRABALHOS OU AINDA ETAPAS DE PROJETOS

- Não se atrase; marque prazos e compromissos que pode atender.
- Negocie antecipadamente quando souber que não irá cumprir o esperado.


REFINE SEU RELACIONAMENTO E APRIMORE SUA COMUNICAÇÃO

- Comunique-se; busque as pessoas para falar e se relacionar, sejam colegas, clientes...
- Tenha o hábito de ler, e de escrever manualmente, fazendo suas anotações.
- Livre-se de gírias e vícios de linguagem.
- Arrisque-se na comunicação, faça-a; tome a iniciativa.
- Crie situações para apresentar seu trabalho e sua competência.


CONVENÇA; MUNICIE-SE DE CONHECIMENTO E INFORMAÇÕES; DEMONSTRE SEGURANÇA E FIRMEZA.

- A informação está disponível; as ferramentas estão acessíveis, e se não achá-las, peça ajuda; não espere que chegue até você, vá buscá-las.
- Desenvolva sua habilidade de argumentar, munindo-se de mais sabedoria.
- Sabedoria traz conhecimento e conhecimento traz segurança e ambos ajudam a convencer.


SEJA UM PROFISSIONAL CONFIÁVEL.

- Faça seu trabalho uma única vez e certo.
- Aprimore sua qualidade continuamente.
- Use todo o tempo disponível para fazer e conferir o que fez.
- Entregue, apresente seu trabalho ou projeto com perfeição.


MATERIALIZE RESULTADOS E ALCANCE GANHOS COMPENSADORES

- Persiga resultados claros e visíveis; de preferência, mensuráveis.
- Demonstre o que realizou, prepare relatórios e liste seus resultados.
- Seja otimista, relate suas metas e argumente suas compensações por elas.


RECOMENDAÇÕES FINAIS.

O trabalho do consultor, é uma PONTE entre a Consultoria e seu Cliente;mantenha-se FIRME e CONFIÁVEL.

Fácil é o que eu já sei; difícil é o que eu ainda não sei
Busque AUMENTAR seu conhecimento de forma CONTÍNUA.

Seja ORGANIZADO/A; não se perca em sua memória, não se perca em papéis soltos e anotações dispersas. Tenha Controles e Critérios de trabalho.